29 de out. de 2013

DESEJOS & ESCOLHAS

Quando fazemos uma escolha, qualquer escolha, estamos dizendo sim para um lado e dizendo não para o outro. Então, algum sofrimento sempre vai haver. [Martha Medeiros]

Eliel não me ligou e nem me adicionou no skype para marcar um programa, ele simplesmente mandou um e-mail se apresentando e perguntando algumas coisas sobre meu perfil e meu trabalho na cama. Após uma semana trocando poucos e-mail marcamos nossa transa para uma sexta-feira a noite.

Como São José dos Campos é uma cidade pacata, os dias mais agitados são de quinta a sábado, quando muitos homens procuram por alguma aventura após o expediente com pretexto de poder chegar mais tarde em casa. Na sexta em questão eu havia atendido a dois clientes seguidos e estava um pouco cansado, mas resolvi ir assim mesmo. Ao entrar no carro de Eliel me deparei com um rapaz alto, estilo gordinho mas com corpo bem distribuído, barba por fazer, olhos na cor mel, cabelos ondulados e um sorriso muito bonito, boca larga, dentes perfeitamente alinhados e brancos, voz gostosa de se ouvir. Batemos um papo muito legal e na cama foi delicioso ter seu corpo, pele macia, pau na medida certa, bunda farta, lisa com cuzinho macio, bom para chupar.

Fizemos um oral gostoso e fui ativo com ele, porém não consegui comê-lo por muito tempo, pois minha ereção não estava 100% no dia, mesmo assim cumpri meu papel, mas poderia ter sido bem mais. Por fim ele foi ativo comigo e fui muito bom também sentir seu corpo sobre o meu. Ao final da transa conversamos, Eliel sabia que eu já havia atendido outro cliente anteriormente e brincou que na próxima ele queria ser o primeiro.

Se você marcar um próxima eu te darei um bônus no tempo.

Ah é? Que tipo de bônus?

Não vou contar o tempo, vamos ficar no motel o tempo que você quiser. Disse convicto a ele.

Os meses passaram e deduzi que Eliel não me procuraria nunca mais, até que tive uma grata surpresa.

Oi, ta livre hoje?  Um número desconhecido me pergunta pelo WhatsApp

Quem é?

Elie, já se esqueceu de mim?  Saímos numa sexta a noite, sou alto, branco... Descreveu-se pra mim.

Ah sim! Lembrei, há quanto tempo cara!

Sim, vamos sair hoje?

Vamos, claro.

Quanto é e por quanto tempo?

O preço é o mesmo mas você tem o bônus de tempo. Lembra?

Hum, mas como é?

Ficaremos o tempo que você quiser no motel. Expliquei.

Opa, legal, te pego ás 23h no mesmo lugar. Certo?

Fechado!

Fiquei animado com a possibilidade de reencontrar Eliel, achei ele um cara muito bonito e gostoso, não tinha como não me encantar. No lugar marcado ele me pegou, estava bonito e com um sorriso lindo. Mais magro batemos um papo sobre treinos e suplementação até chegarmos ao motel. Chovia muito naquela noite, no quarto mal tiramos nossas blusas e já começamos a nos beijar até nos despirmos. Seu corpo era uma delicia, branquinho e com pelos na medida, cai de boca em suas coxas grossas enquanto ele se remexia na cama e resistia ao tesão e as cocegas, lambi um pouco sua virilha e chupei sua bolas rosadas e cheirosas, subi então para seus mamilos, outra delicia indescritível até chegar em sua boca larga. Em alguns momentos parávamos para nos olhar. Era muito gostoso estar ali naquela noite com ele.

Estirados na cama fizemos um 69 delicioso, Eliel engolia todo meu pau e o molhava com sua boca quente, eu por minha vez explorei suas pernas, sua bunda e seu cuzinho metendo minha linguá quente naquele buraco macio, em certo ponto Eliel abriu mais suas pernas e pude roçar meu queixo barbudinho em seu cuzinho, que tesão senti-lo gemer com isso.

Depois de muito chupar meu garotão eu passei a lubrifica-lo e brincar com meus dedos para dilata-lo e deixa-lo confiante de que seria seu garoto ativo. Eu queria muito ele pra mim. Comecei penetrando-o de bruços e devagar, até por todo meu membro dentro dele para que se acostumasse, E com leve idas e vindas fui comendo devagarinho aquele bumbum guloso, cinco minutos depois já estava bombando forte e variando velocidades enquanto beijava sua nuca.

Que delicia, mete mais! Pedia ele.

Variamos para a posição frango assado e com suas pernas abertas entre meus ombros eu brinquei de tirar e por meu pau dentro dele. A essa altura ele já estava bem receptivo com as estocadas e deliciava-se com nossos corpo conectados. Na beirada da cama coloquei-o de quatro e mandei ver e quando já não aguentava mais nós gozamos juntos.

Ficamos jogados na cama um ao lado do outro conversando e rindo um pouco, era nosso segundo encontro, mas eu me senti muito a vontade com ele, parecia que já o conhecia a tempos. Eliel não é assumido para seus amigos, ele é bissexual, namora uma menina e curte meninos. Disse sentir falta de ter com quem conversar sobre determinados assuntos. Em nossa conversa falamos sobre a vontade em constituir uma família, sua vontade em ser pai, entre outras coisas. Vi nele um cara com coração aberto para construir um belo futuro e certamente ter ao seu lado um parceiro ou parceira que o faça feliz. Isso vai depender de suas escolhas.

Depois de um longo intervalo ele quis me comer, colocou-me de bruços, deu um trato no cuzinho com sua linguá, lubrificou bem e me penetrou. Meteu por um tempo curto e pouco tempo depois gozou, trocamos caricias e ficamos um ao lado do outro.

Na vida fazemos escolhas, arriscamos a sorte e se não deu certo temos que ter a disponibilidade para voltar atrás e refazer. Creio que o único compromisso que devemos ter é o de ser feliz. A vida é tão curta para nos reprimirmos em nome dos outros... De fato a pessoa que conquistar o coração de Eliel terá tirado a grande sorte. Eliel é um cara para vida toda.

O garoto errado.
garotoprivado@hotmail.com

24 de out. de 2013

FISSURADO EM LEITE

A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos. [Marcel Proust]

Melhor do que você fazer mais de um programa por dia é quando um cliente fecha uma viagem ou uma pernoite, é algo mais rentável, sem tantos deslocamentos e de quebra você conhece um lugar diferente podendo até se divertir.

Caio achou meu blog em um anúncio feito num site de avaliações de garotos de programa, por curiosidade digitou o endereço no navegador, abriu o site, olhou...leu...olhou...leu mais um pouco e se interessou. Minutos depois me chamou por whatsapp enquanto eu estava numa fila para pagar contas em uma lotérica, como a fila estava grande batemos um papo. Caio é de Campinas, disse que gostou do meu perfil e perguntou se eu fazia webcam show, apesar de na época eu não prestar esse tipo serviços eu me interessei pela ideia visto a disposição de Caio em pagar para me ver se exibindo para ele. Combinamos um horário e fiz um primeiro show experimental com direito a gozada.

Eu adoro tomar leite. Fiquei com vontade de tomar o seu. Disse Caio ao final do meu primeiro show.

A medidas que os dias passaram Caio voltou ao skype e comprou outro show, e outro, e outro, e outro, gostava tanto desse tipo de exibicionismo que acabamos fechando uma pernoite.

Com viagem marcada para 14 h para Campinas comprei minha passagem antecipadamente e parti rumo a rodoviária, seria uma pernoite com possibilidade de conhecer uma cidade onde nunca estive, mas havia um certo interesse por me aventurar em uma nova temporada. Na estrada acompanhei algumas mudanças de paisagem, E felizmente houve paz naquele ônibus, sem crianças falando e sem celulares tocando, aproveitei o silêncio fechei as cortinas, deitei o banco e dormi para que o tempo passasse mais depressa.
Chegando em Campinas Caio estava no carro ao lado de fora da rodoviária me esperando. No carro enfim apertamos nossas mãos e antes que fossemos para casa de Caio ele deu uma volta comigo pela cidade mostrando principais avenidas pelo centro e alguns points, tando de prostituição como de baladas. Fiquei um pouco surpreso pois as ruas estavam quase desertas de pessoas, Campinas apresentava-se de forma pacata.

Ao chegar em sua casa fomos recepcionados por dois enormes labradores muito doceis, mas que pelo tamanho assustavam. Subimos para o piso superior para que eu me instalasse e antes que comêssemos algo fui para o banho para dar uma relaxada tendo Caio como meu expectador. Enquanto eu me banhava falamos sobre seu trabalho, Caio trabalha numa empresa que atua na descobertas de novos produtos e serviços para todos os ramos imagináveis, desde produtos cosméticos até um eletrodoméstico antes mesmo que esses cheguem ao grande publico no mercado. E o mais absurdo é que esses produtos chegam as prateleiras depois de meses de testes ou até anos. Como a Linha EKOS da Natura por exemplo, para se chegar a um produto final são feitas expedições pela selva e mata selvagem, os técnicos colhem frutas e plantas, aplicam testes e dentre vários tipos é selecionado um ou dois, onde são reproduzidas e cultivadas em laboratórios e estufas, para ai sim extração e produção dos produtos cosméticos.

Já imaginou você tendo acesso a produtos de grandes redes de marcas como Natura, Boticário, entre outras, antes de seus respectivos lançamentos? Pois é, o banheiro de Caio parecia um laboratório de experimentos, tinha um pouco de tudo. Experimentando alguns produtos lavei meus cabelos  com um shampoo que parecia uma espuma de creme para barbear, muito cheiroso, usei um sabonete de frutas para o corpo e um outro sabonete micro esfoliante para meu rosto, todos a base de... não posso revelar, pois a multa para a quebra de sigilo de Caio é nada mais do que 15 milhões de reais. pasme! O que sei é que o cheiro dele será modificado para algo mais suave, embora eu tenha gostado muito.

Após meu banho, me enxuguei enquanto Caio deitou na cama me observando, vesti uma samba canção mas logo começamos a nos pegar e fiquei peladão. Coloquei meu pau na boca de Caio que mamava muito bem, soube deixar ele duraço e todo molhado, chupava com vontade. Empurrei ele na cama, ajudei a tirar sua roupa, ele tinha uma bunda grande e bem servida, ficamos num 69 gostoso e enquanto ele caiu de boca em meu pau preparando meu leite eu brinquei com meus dedos em seu cuzinho preparando o terreno. De frango penetrei Caio gostoso, que gemia de prazer. Comecei devagar e quando ele já havia acostumado com a espessura do meu membro mandei ver. O melhor foi quando o coloquei na beirada da cama para que eu bombasse vigorosamente e assim o fiz, num vai e vem muito rápido nossos corpos estralavam e preenchiam a casa com os gemidos de Caio que a cada estocada aumentaram.

Me da leite? Quero leite na boca. Pediu ele

Parei rapidamente e tirei meu pau que estava latejando de tesão.

Espera, espera um pouco. Disse ofegante.

O que foi? Perguntou ele.

Calma, to segurando por que to quase gozando.

Falei isso e Caio esfregou o pé na minha barriga que se contraia. Foi o suficiente para meu leite encher a camisinha, gozei mesmo tentando segurar.

Ahh, eu queria na boca. Lamentou Caio.

Vou te dar na boca no próximo round. Me deitei ao seu lado e ficamos por um tempo descansado.

E ai, ta com fome?

Aham...

Vamos descer e preparo algo pra gente.

Continuamos nossa conversa na cozinha enquanto Caio preparou uma massa para comermos acompanhada de vinho tinto seco, muito bom por sinal. De volta ao quarto nos jogamos na cama e zapeamos um pouco pelos canais de tv. E logo a mão safada de Caio começou a brincar com meu pau que logo respondeu aos estímulos e recomeçamos a brincadeira, Caio não poupou esforços para deixar meu pau feito um mastro, molhado e vigoroso, como seu cuzinho já estava lubrificado, só encapei o pau e meti sem dó, com a ordem que poderia judiar e esfolar se preciso. A cada estocada ouvíamos o barulhos, TAC, TAC, TAC, TAC, até que...

Quer leitinho agora quer? Perguntei enquanto metia em Caio.

Aham, quero!

Tirei meu pau de seu seu cuzinho que estava vermelho, dilatado e quente. Nesse instante Caio virou-se para beira da cama e abriu a boca.

Então toma tudo vai...

Gozei pela segunda vez, mas dessa vez sem tentar segurar nada e foi muito gostoso. Caio é tão fissurado em leite que não desperdiçou uma gosta e ainda ficou sugando meu pau para aproveitar os jatos que enchiam sua boca.

Ficamos estirados na cama por um tempo até que Caio foi para o banho e pediu que eu escolhesse um filme para assistirmos. Quando ele voltou sugeri o O Grande Gatsby com Leonardo Dicaprio. Com o filme comprado embarcamos na sessão cinema e para fechar a noite trepamos mais uma vez, mas dessa vez comi Caio de quatro, como ninguém ele empinou a bunda para que eu brincasse a vontade, o mais gostoso era quando variava as velocidades e brincar de meter e tirar o pau todo para depois meter de novo de ma vez. Para finalizar mais leite na boca. Logo após gozar pela terceira vez eu me vi esgotado, tomei uma vitamina e um anti gripal e capotei num sono profundo.

Domingo foi nosso dia da preguiça, ambos acordávamos e dormimos, era só virar para o lado que o sono vinha, fomos despertar mesmo depois das 10h, assistimos muitos seriados e deitado sobre meu peito Caio abaixou minha cueca e mamou gostoso meu pau, meti em sua boca e mais uma vez lhe dei leite. O relógio marcava 13h30 quando decidi ir para o banho e mais uma vez usar as experiências e descobertas de Caio.

Enquanto arrumava as malas eu me dei conta de que parecia que o tempo não havia passado, afinal ficamos entre quarto e cozinha e no final das contas haviam passado quase dois dias inteiros. Antes de pegar no sono, durante a viagem pensei no trabalho de Caio em descobrir coisas novas. Se no mundo aqui fora existem tantos mistérios para serem descobertos e deles serem inventados uma porção de coisas que podem facilitar nossas vidas, quem dirá o que podemos descobrir dentro de nós mesmos. Eu mesmo me descobri capaz de uma porção de coisas na pele de Eduardo. E você, descobriu o que?


O garoto errado
garotoprivado@hotmail.com

20 de out. de 2013

CASO ANTIGO

Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam... [Paulo Coelho]

Conheci Leonardo há oito anos atrás quando comecei minha vida sexual no mundo virtual. Claro que eu já havia experimentado outras brincadeiras com um ou outro primo, mas nada além de uma zuação boba. Transa boa mesmo sem enrolação foi mais tardiamente. Era uma tarde de sexta, eu estava zapiando nas salas de bate papo e acabei esbarrando com Leonardo, eramos adolescentes e com tesão de sobra, era só encostar ou falar uma simples besteira que o danado já ficava em pé.

Em poucos minutos teclando combinamos um horário e logo fiquei na portaria do meu prédio esperando Leo, que chegou bem nervoso, caladão, vestindo regata e bermuda. Na época eu era um moleque magro, sem muitos atrativos, enquanto ele já era mais encorpado, estilo playboy atlético e bem safado. Subimos para meu apartamento que estava vazio e nos pegamos no sofá da sala. Lembro-me que nos chupamos ainda sem muita pratica, dois estarem meio afoitos e por fim um brincou no cuzinho do outro, mas Leonardo finalizou me comendo gostoso e bombando bem depressa.

Depois desse primeiro encontro mantivemos contato, eramos os clássicos amigos de foda. Quando ele arrumava algum namorado sumia do mapa e só reaparecia quando brigava com seu parceiro ou quando terminava, o mesmo caso se aplicava a mim.

Oi, ta sozinho em casa hoje?

Estou, minha mãe foi a cidade. Quer vir pra cá matar a saudade?

Em 10 minutos estou ai.

Mudamos de bairro, cursamos universidade, mudamos de cidade, de amigos, de namorados e ficantes, mas mesmo assim nos encontrávamos entre uma ou duas vezes ao ano. E a cada transa nosso sexo era melhor. E assim nossas transas perpetuavam por meses e anos. Foram inúmeras gozadas pela casa, recordo-me de algumas, uma em pé com ele me colocando contra o guarda-roupa e metendo sem dó, outra no mesmo estilo mas me colocando de frente para o espelho do banheiro, outra na cama de casal que tínhamos para hospedes, outra na sala de casa com ele me pegando no braço do sofá e bombando em meu cuzinho na posição de frango assado, entre tantas outras.

Cheguei a comer Leonardo duas vezes, porém meu pau é maior e mais grosso que o dele e nas duas vezes que bombei no cuzinho dele tinha que gozar rápido pois ele não aguentava por muito tempo, mesmo assim era bom. Com o tempo um afeto foi aparecendo entre a gente, hoje quando gozamos ficamos deitados um ao lado do outro, nos beijamos e nos tocamos mais tamanha cumplicidade que surgiu.

Eu queria te conhecer melhor um dia. Disse Leonardo deitado ao meu lado depois de gozarmos.

Sério??

Aham, a gente se conhece faz anos mas nunca fizemos nada juntos além de transar.

Pra mim é bom assim do jeito que está.

Por que? Podemos pegar um cinema juntos.

Por que se a gente vira amigo o sexo estraga e fica chato.

É... vai que fica chato, né? Concordou

E assim continuamos nossa relação, sabemos pouco um do outro mas na cama sabemos tudo, exatamente cada ponto de contato, cada parte do corpo mais sensível e como fazer gostoso dando prazer ao outro. Bastava nos vermos para a coisa acontecer, tínhamos prazer no cheiro do outro, na boca e no toque.

Oi...

Oi, ta livre hoje.

Estou namorando e to comportado agora. Disse Leonardo

Entendi. Tudo bem, eu espero, quando estiver disponível eu vou querer você, estou com saudades.

Pode deixar. Eu também sinto saudades de você. Tanto eu como você podemos namorar mas não vou querer ficar sem você. A gente é pra sempre.

Eu e Leonardo nos tornamos homens, temos nossas vidas um longe do outro, mas o fato é que temos algo de pele e não conseguimos ficar longe, o corpo do outro nos chama. Amor? Não, não é amor, eu não passo meus dias pensando nele, não perco noites de sono e nunca sofri por saber que ele por vezes estava com outro, o mesmo acontece com ele em relação a mim. Não sei definir o que temos um com o outro, o que seié que nossa relação se construiu de forma descompromissada assim e se um dia ficássemos juntos como namorados eu não daria três meses para tudo acabar. Talvez um dia nossos encontros acabem, mas até lá seremos um do outro sem prazo de validade, até lá será como ele me disse... A gente é pra sempre.

O garoto errado
garotoprivado@hotmail.com

14 de out. de 2013

A DRAG QUEEN DO CIRETRAN

Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes. [C.S.Lewis]

Na semana passada consegui finalmente ser aprovado no teste de direção para emissão  da minha carteira de motorista, a tão sonhada CNH. Alguns clientes sabiam que ha algum tempo eu já vinha fazendo o processo todo de cursos teóricos, exames e aulas práticas. O que eu não esperava encontrar era alguém conhecido no meio o percurso e de certa forma me intimidar no passo final. Tudo começou a muitos anos atrás, nos meus saudosos 18 anos...

Toda cidade tem lá seus redutos gays que pode ser desde um Trianon como em São Paulo, até um coreto de uma pracinha qualquer numa cidade escondida no mapa. Em São José dos Campos há muitos anos atrás haviam dois lugares bem conhecidos onde essa galera se reunida, um era um bar, chamado Barbados Bar e outro era uma casa noturna chamada Extase Club, ambos redutos perpetuaram por anos mudando de nome várias vezes para driblar os alvarás de abre e fecha da prefeitura municipal.  Tando a casa noturna como o bar eram lugares onde aceitavam todos os tipos de públicos, lolitos que falsificavam seus RGs para entrar na casa, coroas, ursos, enrustidos, mauricinhos, sapatas, travestis  e claro Drag queens que faziam shows performáticos e cômicos. Lembro-me que as melhores drags eram importadas das casas de São Paulo.

Minha primeira aventura num desses guetos foi involuntariamente quando comecei a buscar bico "emprego para fim de semana", para complementar a renda do meu outro emprego durante a semana e por irônia do destino fui trabalhar no como ajudante de bar tender da casa. Meu trabalho consistia em auxiliar o bar men fazendo caipirinhas, servindo doses de uísque  vodka, entre outras bebidas e claro, ficar para abastecer o freezer. Foi nesse período que conheci muita gente, homens, mulheres, travestis e Drag Queens, uma delas era Luciana, na verdade eu não sabia ao certo se Luciana era Drag ou travesti.

Sempre muito magra, alta, olhos grandes, cabelos longos, voz em tom pedante e anasalada, pose de fina e cara blasé  Lucina desfilava montada em seu personagem, mas não fazia shows como as outras, ela apenas circulava com as amigas e como Mary Streep em "O Diabo Veste Prada" jogava sua bolsa, seu casaco para que o atendente da chapelaria os guardasse. Em seguida dirigia-se ao bar e pedia uma dose de vodka com energético sempre preparada pelo barmen da casa com quem ela já tinha alguma intimidade.

Drag Queens por natureza são seres engraçados, espalhafatosos e exuberantes, algumas simpáticas e outras não. No caso de Luciana seu ar era pedante, seu olhar era sempre de cima para baixo e isso de fato me inibia ao ponto de apenas sorrir buscando alguma simpatia de sua alma gélida e implacável. E assim as noites de sábado seguiam Luciana e suas amigas eram presença constante na casa que lotava todos os finais de semana, principalmente em datas comemorativas. Em certo momento da madrugada o movimento no bar apertava e como eu já tinha alguma prática eu passei a ficar responsável pelo bar na parte externa e mais tranquilo e a partir dai com o comando em minhas mãos eu pudia caprichar em algumas doses servindo um pouco a mais e conquistar a simpatia de algumas pessoas, motivo mais do que suficiente para formarem pequenas filas no meu bar. Até que em uma das noites...

Eu quero uma dose de vodka com enegetico. Disse Luciana

Pode deixar, eu faço dela, atende o cara ali. Disse o barmen para mim.

Não! Eu espero. Eu quero que ele prepare a minha. Disse ela apontando para mim.

Tudo bem. Conformou-se o barmen

E a partir daquela noite Luciana passou a me enxergar como um dos mortais presentes na noite. Eu era cumprimentado na chegada e na saída da casa, até que meses depois de lá e segui minha vida.
Anos depois já na pele de Eduardo recebi algumas ligações de um homem com voz anasalada e o tom pedante na fala, prontamente reconheci, era Luciana querendo marcar um programa. O fato é que por telefone ela não vai associar que o moleque cheirando a leite que servia suas doses dela de vodka é hoje Eduardo. Talvez se ela me visse, mas ao telefone seria difícil. Bem, me esquivando eu soube contornar a situação pois ela sempre me liga de madrugada ou em horários impossíveis. 

Voltando ao meu exame prático de direção, depois de todas etapas eu finalmente marquei o teste final e ao chegar no local vejo um rosto conhecido entre a multidão...  Por ironia do destino eis que Luciana mas não na pele da Drag trabalha hoje no Ciretran coordenando entradas e saídas dos carros para o teste de exame prático.  Querendo ou não eu estaria frente a frente com ela por alguns instantes para meu exame e confesso que fiquei apreensivo. 

Bom dia, (Me chamou pelo nome) pode entrar no carro que o examinador já vem. Disse ela me olhando atentamente. 

Na hipótese de haver um olhar atravessado ou mesmo com a remota possibilidade dela descobrir que meu eu mesmo é Eduardo, eu decidi não encara-lá de frente. Sai com o carro seguindo as instruções da examinadora e fui para baliza esquerda, meu pé tremia um pouco, tomei a distancia, dei uma ré, acertei o primeiro ponto no vidro traseiro, virei o voltante três vezes, acertei o segundo ponto no retrovisor do meio e fui entrar com o carro, porém esqueci de devolver duas voltas no volante e encostei na guia. Reprovado!

Sentimento de frustração e raiva se misturaram, mas logo me conformei para fazer a reprova na semana seguinte e enfrentar Luciana novamente. E na semana seguinte lá estava eu, fiquei entre as milhares de pessoas que estavam aguardando o teste. A poucos metros estava Luciana chamando os carros e alinhando para os testes seguintes. Até que chegou minha vez, respirei fundo ao ser chamado, entrei no carro, dei bom dia para Luciana olhando-a nos olhos e aguardei meu avaliador.

Banco ajustado, espelho arrumado, cinto preso, partida dada, seta ligada, freio de mão abaixado, primeira marcha engata e rumo ao teste finallllll...E dessa vez, driblando meu nervosismo apelei para todos os santos na baliza e no percurso, peguei a estrada, acelerei, troquei as marchas, fiz rampa de ré, de frente e completei o percurso com louvor cruzando a linha de chegada... 

Luciana? Ficou por lá, sem salto plataforma, sem maquiagem, sem seus longos cabelos e sem pose blase; vestia apenas jeans e cara estava lavada restando apenas seus grandes olhos. De seu passado só restara lembranças e doses de vodka com energético.

O garoto errado
garotoprivado@hotmail.com

7 de out. de 2013

ESTRANHO CASAL

De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças, sua extraordinária irracionalidade. [Virginia Woolf]

Eles eram playboys e tinham um belo carro branco, eles vestiam-se com roupas de marcas caras e eram perfumados, eles eram diferentes nas idades, no tipo físico e de temperamento, eles eram um casal... Marcus e Rafael são de SP capital e estiveram por São José dos Campos durante o final de semana. Ambos estão juntos já faz um bom tempo e gostam de incluir uma terceira pessoa em suas transas. Encontraram meu anúncio e decidiram ligar para marcar algo, conversamos um pouco, passei a eles meu blog e depois de alguns minutos fechamos.

Marquei com eles próximo ao meu bairro e no horário marcado eles chegaram para me pegar. Não me recordo qual é a marca do carro deles, lembro apenas era de fato um carro que chamava muita atenção. Ao entrar no carro cumprimentei ambos, mas notei que apenas Marcus era mais simpático e visivelmente mais velho, tipo coroa conservado. Ele conversou naturalmente comigo enquanto Rafael limitou-se a falar.

E ai, vocês curtem o que?

Eu sou ativo e ele é passivo, mas hoje queremos comer seu cuzinho, fazer DP. Disse Marcus

Beleza, vamos tentar então. Disse.

Ao chegarmos próximo ao motel eu me escondi atrás do banco do motorista e conseguimos entrar sem problemas. No quarto fiquei a vontade só de cueca e Marcus mais que depressa também ficou de cueca, apesar de ser coroa ele tinha um corpo invejável, peitoral grande e abdomen tanquinho, já Rafael demorou um pouco mais a tirar a roupa, bem mais jovem que o parceiro ele tinha pele mais morena e uma leve barriguinha.

Marcus gostava de uma boa putaria, jogou-se na cama e pediu para eu cair de boca em seu pau, comecei beijando suas bolas e passando minha língua molhada por suas pernas, pau e virilha, isso o deixou louco. Logo depois caprichei na mamada e enquanto ele gemia seu pau pulsava de tão duro.

Anda, chupa o pausão dele!  Disse Marcus.

Virei de lado e comecei mamando Rafael devagar deixando seu pau bem molhado, ele apesar de ser silencioso e cara fechada ficou gemia baixinho.

Nossa, como ele mama gostoso. Disse a Rafael

Não é? Ele sabe fazer uma boa chupeta. Anda vai, chupa o pausão dele. Nós vamos meter em você, vai aguentar? 

Aham, pode meter, só começar devagar. Disse a Marcus

Marcus então preparou meu rabo passando gel e metendo o dedo por um tempo. Apesar dele ser ativo o pau dele era pequeno e bem mais fino em relação ao pau de Rafael, que era grande, cerca de 19cm e grosso. Enquanto eu chupava Marcus meteu sem dó segurando em minha cintura e bombando em minha bunda depois pediu para ver Rafael me comendo, pedi para ele começar devagar para eu me acostumar devido a grossura de seu pau. Depois do primeiro minuto metendo Marcus safado segurou Rafael por trás e passou em empurrar sua pélvis para que ele metesse mais forte, mas até ai eu já estava relaxado, fizemos até um trenzinho na beira da cama, Marcus fudendo Rafael que por sua vez me fodia.

Vamos por nele agora? Disse Marcus a Rafael se referindo a DP - dupla penetração.
Considerando que um deles tinha o pau pequeno e fino eu topei numa boa, sentei em cima de Rafael que tinha um pausão e cavalguei um pouco, depois arrebitei e Marcus veio por trás encaixando seu pau em mim, ambos meteram gostosos, de fato doi um pouco mas o segredo é lubrificar muito e relaxar. Dupla penetração não é muito fácil de se fazer, é preciso encaixar legal e ter certo alongamento, devido os corpos ficarem quase que grudados, sempre um do trio fica numa posição não muito confortável, força-se muito o joelho, a menos que esteja numa cadeira para posições ou numa cama e sofá que possibilite acrobacias. Em nosso caso rolou legal, Marcus metia forte, já Rafael apenas de leve para não desencaixar o pau do parceiro.

Assim que paramos de fazer dp Rafael ficou deitado na cama ao nosso lado e não quis mais participar, de certa forma ele não parecia confortável e muitas das coisas que ele fez foi a pedido de Marcus, que parecia mais animado com a ideia de ter eu como terceiro na transa.

Vem comer ele. Dizia Marcus

Não, pode continuar você, to legal... Rafael respondia com cara de blase.

Nessa hora me senti um brinquedo, um boneco. Eles conversavam entre eles como se eu não estivesse por ali. De qualquer forma tentei ser natural pois Marcus não se intimidou com a cara fechada de seu parceiro e continuamo metendo na frente dele em todas posições possíveis.

Quer gozar? Perguntou Marcus ao parceiro.

Não...

Poxa, come ele, goza pra eu ver.

Não quero!

Mete daqui, chupa dali continuamos por mais um tempo até que Marcus e eu gozamos. Fiquei um tempo deitado na cama com Marcus e Rafael foi tomar uma ducha para irmos em seguida. Nesse meio tempo fiquei pensando: A que ponto um parceiro sacrifica-se pelo outro? Era óbvio que a ideia de chamar um garoto de programa foi somente de Marcus. Embora muitos casais gostem de dividir parceiros, incluindo um terceiro na transa o caso deles não parecia ser esse. Rafael devia gostar muito de seu parceiro para se submeter a isso ou por algum outro motivo estava aborrecido. De fato eu nunca saberei o que se passou com ele naquela noite, o que sei é que incluir uma terceira pessoa no relacionamento e na transa deve ser consensual, caso contrário o amor que temos por nosso parceiro pode ser minado aos poucos e a sequela que fica é revolta e amargura pelo tempo perdido, afinal nos doamos ao outro.

Seja o que for que Rafael encontrei uma melhor forma de demonstrar seu amor ao seu parceiro, e que Marcus passe a enxergar mais seu namorado. No fim daquela noite recebi minha grana, mas sai com a sensação de que fiz algo de ruim para Rafael, mesmo que de forma não intencional o fato de transar com o namorado dele o feriu... E Feridas assim custam passar.

O garoto errado
garotoprivado@hotmail.com

2 de out. de 2013

OCEANO AZUL - o final...

Nenhum profissão provoca mais oposição, inspira mais preconceito e instiga mais polêmica do que a prostituição. Mas nenhuma outra desperta tanta curiosidade.

Saímos do hotel rumo ao centro, Guto não sabia se íamos numa balada ou direto para a sauna Chilli Pepper, antiga 269 e acabou deixando para que eu decidisse. Em menos de 10 minutos estávamos em frente a Cantho, uma casa noturna localizada no Largo do Arouxe próximo a sauna. Com sorte chegamos e não havia filas homéricas, sem contar que Guto já era conhecido dos seguranças ao gerente da casa, então não demoramos a entrar.

Passando pelo corredor que da acesso a pista pude constatar que a casa não estava cheia, pista com espaço folgado para dançar. A programação da noite previa o revezamento de quatro Djs, ao entrarmos Guto foi fazer a social com seus conhecidos e acabei ficando num lugar próximo ao palco de frente com a cabine do Dj, muitas pessoas me olharam de relance, outras já estavam imersas ao som e luzes e outras muitas estavam nas partes mais escuras do ambiente localizadas próximo ao bar. Logo Guto me chamou para o bar e pediu duas vodkas com energético. Confesso que temi os efeitos, pois bebo pouco e meu organismo não recebe legal energético, pois acabo ficando com sono, esse fato já ocorreu mais de uma vez, porém até eu tentar explicar isso em meio a tudo que nos cercava eu achei mais eficaz aceitar e beber devagar.

Na pista dançamos muito e a medida que os hits tocavam a casa encheia mais, a ponto das pessoas se baterem umas nas outras, inevitável. Um fato curioso é que a moda da balada era usar óculos escuros. Pelo menos 40% das pessoas dançavam e circulavam assim. Particularmente não vejo função, a mim seria um acessório que atrapalharia, imagina você num espaço quente, com som a mil, luzes ofuscantes, pessoas quase em cima e você tendo que se locomover com óculos escuros? Eu certamente cairia e seria pisoteado.  Enfim, gosto não se discute, então a regra era se divertir.

Entre os amigos de Guto haviam dois meninos bem novos, um era magro, alto e efeminado, o outro era mais discreto e parecia interessante, porém seus malditos óculos escuros tapavam metade do seu rosto. Tomei minha dose de vodka com energético bem devagar deixando o gelo derreter e dissolver o energético, assim consegui conduzir a situação. Os amigos de Guto eram simpáticos, dançamos muito e curtimos o primeiro Dj que mandou bem, trocamos algumas palavras, mas metade do que eles diziam eu não conseguia entender e na dúvida entre pedir inúmeras vezes para repetirem o que diziam eu preferi sorrir como se houvesse entendido. Será que só eu faço isso em baladas? Acho que não.

Guto trouxe uma segunda dose de vodka e como já tinha encarado a primeira eu contornei a segunda sem muitos problemas. Saímos da Cantho por volta de 4h e seguimos para a Sauna Chilli Peppers muito conhecida em SP, o prédio era antigo e havia sido um hotel muito frequentado na cidade, o proprietário comprou e fez do hotel uma grande sauna 24h. Ao entrar na sauna pude notar que era um prédio bem discreto, fachada toda em preto nem parecia estar aberta, fiquei aguardando na recepção enquanto Guto fechava nossas entradas e um quarto. Ao ver a tabela de preços fixadas pude notar que a sauna atendia a todos os tipos de publico, desde o cara que podia pagar apenas sua entrada com direito a um ármario simples até suítes encrementadas no valor de módicos $880,00, isso mesmo, era fácil, fácil gastar mil reais por lá. Finalmente entramos, como era de se esperar todos andares eram pouco iluminados, com meia luz por todos os corredores e muitos caras circulando e flertando, um ambiente em que não é preciso ondas de rádio de baixa frequência para adivinhar o que mais buscavam por lá... Sexo, sexo, SEXOOOOO...

Na ocasião Guto fechou um quarto simples, um cubo com cerca de 2,5x 2,5 metros quadrados com uma cama, toalhas e chinelos para casal. Tiramos nossas roupas, nos enrolamos nas toalhas, chinelos nos pés e descemos. Guto já era conhecido frequentador da sauna, quanto a mim nunca tinham me visto e nesse sentido todos olhavam aquele estranho e bizarro casal circulando pelos andares da Chilli Peppers. Ele alto, moreno e grande, eu baixo em relação a ele, branco, porte definido. Descemos para o bar e Guto me apresentou a dois amigos que assim como ele batem cartão por lá, um rapaz era de aparência bem feia, muito magro, arcada dentária avantajada, cabelos chanel tingidos para loiro, olhos pequenos e trejeitos afetados, segundo Guto ele era de Santos e vinha todo domingo passar o dia na sauna só retornando para sua cidade na segunda-feira. Já o outro era um cara mais simpático mais tinha um peito de pombo, caixa toráxica avantajada, cabelos pretos, rosto normal, sorridente e tímido.

Percebi que Guto andava somente com esses dois amigos pela sauna e óbvio que o fato de minha presença incomodava. Vez outra o cara mais magro tecia comentários ao pé do ouvido de outro e dizia coisas com olhar repreensivo a Guto. Não sou trouxa e percebi, mas quer saber? Não deixei me intimidar.
No piso térreo quase em frente ao bar havia uma grande jacuzzi, piscina de água quente onde não havia uma viva alma. Notei também que os caras gostavam de se pegar no andar de cima, afinal era mais cômodo por estar próximo aos quartos, além de ser bem mais escuro que no térreo, mas fiz questão em querer aproveitar minha passada pela Chilli Peppers.

Vocês não vão entrar na água? Ta quente, parece boa.

Eu não!! Por que, você vai tirar a toalha e entrar? Perguntou o magrelo.

Claro! Segura ai minha toalha Guto. Tirei a toalha e sem pressa fui para Jacuzzi.

Gente!! Ele vai entrar mesmo! Disse o magrelo parecendo que nunca viu um corpo de homem nu.

Entrei na piscina que mais ao fundo tinha uma queda de água muito boa e não pude ouvir o que conversavam, noite apenas que o magrelo balançava as mãos e a cada frase balançava o pescoço torcendo a cabeça, parecia mais dar um bronca em Guto do que conversar. Fiquei nadando sozinho na Jacuzzi até que fiquei encostado no parapeito da piscina mas na outra margem, fazendo oposição ao magrelo que falava e falava com seus parceiros, até chamou outro para me ver. Sem considerar a babaquice alheia eu passei a encarar o magrelo e fiz gesto para ele entrar também.

Guto dando ordem aos seus súditos para que olhasse nossas toalhas entrou [ de sunga ] na piscina e veio ao meu encontro com outra vodka e lá ficamos até que começamos a nos beijar e deixar a mão boba correr, até que primeiro veio um cara moreno me cumprimentou e ficou do meu lado, depois veio outro casal e sem cerimônia ficaram se pegando em nossa frente, na vibe deles veio outro menino e com ele o casal brincou gostoso, rolou dedada no cuzinho, fizeram ele cair de boca ficando os três numa esfregação gostosa de se ver. Saimos da jacuzzi e Guto me levou para conhecer mais de perto os corredores escuros no segundo piso, onde ficavam os quartos, haviam cerca de oito corredores com extensão de 8 a 10 metros cada e centenas de quarto, o nosso era 527. Caminhamos em meio a escuridão e o clima era de flerte, muito caras passavam e nos olhavam. Entramos na sala de projeção fechado por cortinas pretas, no ambiente um ar gelado que incomodava pelo frio, um telão imenso projetando pornozão, nos cantos sofas e pufs com caras se pegando, chupação da boa e alguns até metendo nos escurinho, duro era ver o rosto de quem te pegava, eu não arrisco muito. Passando o telão caminhando para o lado direito haiva um outro corredor além das cortinas, mais caras parados flertando, outros em pé punhetando o pau alheio.

Derrepente fui pego em um corredor por dois caras muito gostosos e sacanas. Um deles veio por um lado e outro me encochou na parede.

Oi, vamos para o quarto com a gente. Disse um com a mão em meio peitoral enquanto outro me acariciava as costas.
Não posso ir com vocês... Toscamente foi o que pude dizer, pois minha vontade era sim ir. Guto afinal parecia querer me exibir em vez de trepar.

Depois de muitas voltas e de conhecer toda a sauna eu e Guto fomos para o quarto e começamos a nos pegar. Confesso que já estava com sono e ele ao contrário estava ligado, mas isso não impediu um belo 69 nova e alguns beijos, mas logo Guto quis descer novamente e disse que se eu quizesse eu poderia descansar, porém resolvi descer com ele. No piso térreo ficamos na roda de amigos dele próximos aos ármarios em frente a lareira.

E ai Guto, emendou hoje? Perguntou o Magrelo
Sim, fui na The Week, Cantho, vim pra cá e vou direto trabalhar.
Nossa!! Quantas balas você tomou?
To desde sábado...
E você, que droga você toma? intimou o Magrelo.
Nenhuma, por que você usa o que?
Ai, como assim nenhuma? Aqui todo mundo toma bala... 
E dai? Vocês são uns loucos. Eu não uso nada. Por isso que vocês não dormem. Debochei.

Embora o Magrelo não levasse a mal eu já sentia que minha simpatia a essas alturas foi para o saco. A conversa continuou e participei até uma parte mas não aguentei muito e disse a Guto que iria descasar um pouco, subi para o 527, travei a porta e me joguei na cama dormindo cerca de 1hora até que Guto e seus amigos foram checar se eu estava por lá ou estava pelos corredores alheios e claro, me encontraram dormindo mas com o burburinho eu acordei.

Ah... Ui... Isso, mete! Vai, vai...Ahhh, Ahhhhhhh, Ohhh... Soca fundo! Ai delicia!! Aiiii!

Foi impossível pegar no sono novamente, era 6h, hora da caça e nesse horário os caras partiam para o ataque, muitos iam para o trabalho e queriam gozar. Todo aquela metação sonora me deixou com tesão muito grande e mesmo que eu tentasse era impossível não ouvir as bolas de um cara batendo contra a bunda de outro, afinal quem não conhece esse barulho? No coube dentro de mim, levantei da cama, me enrolei na toalha, coloquei os chinelos e sai pelos corredores escuros.

Oi garoto, como se chama? Perguntou um coroa enxuto me abordando de canto.
Eduardo. 

Prazer. Eduardo, de qual cidade você é?

São José dos Campos.

Você ta afim de ir para meu quarto? Foi para o abate

Não, to de boa. Só circulando...

Não sei se você sabe, mas a decoração dos quartos são diferente. Vamos lá conhecer o meu. Disse colocando seu braço em volta do meu pescoço e roçando seu pau mole em mim.

Decoração? Essa foi boa... pensei comigo. Tirando seu braço do meu pescoço eu recusei e sai andando.
Procurei a dupla que me abordou mas nem sinal. Então fiquei parado em frente ao meu quarto, até que veio um cara e sem cerimônia perguntou.

Oi, ta afim de uma chupada gostosa no cuzinho? Adoro chupar uma bunda.

Não, valeu...

Vamos cara, deixa eu chupar sua bunda. Colocou sua mão em baixo da minha toalha do meu traseiro sem eu esperar. Tirei sua mão e fui enfático.

To de boa cara, procura outro!

Continuei a caminhada, entrei novamente no cinemão do segundo andar e a meteção rolando solta, caras se chupando, se comendo sem ao menos conseguir ver ao outro, parecia uma questão de acertar o buraco. Peguei o corredor a direita e encontrei um rapaz da minha altura, corpo normal definido e rosto normal, bem cuidado. Paramos frente a frente e num simples Oi começamos a nos apalpar por debaixo da toalha, até que ele me abraçou e me beijou. Seu beijo era muito bom e ele encaixava a boca de tal forma que nossas línguas fincavam por completo numa na boca do outro. Lembro-me que sua pele era macia e seu corpo quente, cheiramos nossos pescoços, afagamos nossos cabelos e continuamos a nos beijar com nossas mãos punhetando um o pau do outro.

Vamos para cabine?

Fiquei sem muita reação até que voltei para eixo e recusei, deixei o cara no corredor onde o encontrei e voltei para os corredores principais até achar o 527 novamente.  Deitado tentei novamente pegar no sono mas não consegui, desci para o térreo e procurei por Guto que estava com seus amigos bebendo. Como eu já estava sem comer horas a fio perguntei se podia pegar dois pães de queijo e uma coca cola para enganar a fome e lá continuamos trocando ideia até que Guto quis ir embora, o relógio já marcava 8h30. Subimos para o quarto trocamos de roupa e nos despedimos dos amigos dele que continuaram por lá.

Então hoje estarei aqui às 20h. Se você não vir eu ficarei bravo com você. Disse um dos rapazes a Guto.

Fica tranquilo, eu venho sim. Afirmou Guto.

Haja pique para vocês hein. Disse sorrindo a eles.

Era segunda-feira, o dia estava claro e com um sol ainda frio, com trânsito caótico subimos a avenida Rebouças até a Paulista e a Consolação, dali Guto iria direto para seu trabalho. Com o carro parado na portaria do Ibis Guto me pagou o combinado, nos despedimos e lá se foi aquele maluco boa praça. Subi rapidamente para o quarto e encontrei Tritani fazendo as malas, conversamos um pouco e desci com ele para o saguão do hotel, como o ônibus dele sairia mais cedo ele não poderia ficar até 12h, nos despedimos e fui para o restaurante tomar café.

Com cara de sono tomei meu café tranquilo, na mesa ao lado um cara maduro e sozinho me observava.
Vai encarar mais esse? Disse a mim mesmo.
Não, melhor não... Me contive.

Subi para o quarto e pensei em dormir, eram 10h30, mas  tinha o risco de dormir demais e passar das 12h, horário em que fechava minha estadia no hotel. Então tomei um banho para renovar as energias e despertar em seguida fui checar meus recados no e-mail e skype. Para surpresa um cara me abordou para um foda mas queria com dois caras. Como Tritani já tinha partido eu sugeri meu amigo Nando,( Blog) um goiano que morava em Sp já fazia alguns meses, conversa vai, conversa vem e acabou não rolando pois o cliente estava um pouco longe e chegaria com cerca de 30 minutos para fechar minha diária. Decidi ser prudente e deixar para próxima.

Dobrei minhas roupas, refiz minha mala, guardei meu notebook, dei uma organizada no quarto e sai pontualmente às 12h. Eis o check out da temporada mais agitada que tive por SP desde abril. Foi bacana, ampliei minha rede de contatos, conheci pessoas, fiz descobertas, tive boas surpresas, superei limites do corpo, tive conversa agradáveis com um clientes, tomei café com chocolate, ouvi Elis na tv, e surpreendi a mim mesmo com um pouco de insensatez. Até a próxima.

O garoto errado